Inclusão

O Movimento da Inclusão

A filosofia da inclusão nasceu, nos EUA, quando Madeleine Will, em 1986, fez um discurso apelando para uma cooperação entre professores do ensino regular e da educação especial. Nascia, assim, o movimento chamado “Regular  Education Initiative”, o movimento REI (Iniciativa de Educação Regular /ou Iniciativa Global de Educação), em que era defendido “a adaptação da classe regular por forma a tornar possível  ao aluno com NEE a aprendizagem nesse ambiente”, onde deveria existir uma co-responsabilidade entre o ensino regular e a educação especial no atendimento das necessidades educativas do aluno.
Este princípio começou a receber atenção por parte de investigadores, educadores e entidades oficiais, principalmente, depois da “Conferência mundial sobre as NEE: acesso e qualidade” efetuada em Salamanca, em Junho de 1994.
Aqui foi elaborada a Declaração de Salamanca com os princípios, a política e as práticas das NEE e respetivo enquadramento da ação, que estão presentes no nosso calendário.
Assim, é-nos dito pelo professsor Miranda Correia que Inclusão “é a inserção do aluno na classe regular onde,sempre que possível, deve receber todos os serviços educativos adequados, contando-se , para esse fim, com o apoio apropriado (docentes do ensino regular, docentes de educação especial, terapeutas, médicos, psicólogos, serviços de ação social e pais), às suas características e necessidades”.
Estes serviços devem ser complementados com tarefas que envolvam a comunidade educativa, de modo a permitir ao aluno desenvolver aptidões inerentes ao quotidiano de cada um.
A inclusão baseia-se nas necessidades do aluno como um todo, e não apenas no seu desmpenho académico. Assim, o conceito de inclusão deve compreender um processo dinâmico que se proponha a responder às necessidades dos alunos com NEE, promovendo o seu desenvolvimento a nível académico, socioemocional e pessoal, a que o professor Miranda Correia designa de Escola Contemporânea.
Para o professor Miranda Correia, como para outros autores (Smith, Polloway, Patton e Dowdy) defendem a inclusão como um processo onde existe a inserção física, social e académica na classe regular do aluno com NEE durante a grande parte do dia escolar, no entanto podem existir situações  em que o aluno com NEE possa receber, temporariamente, apoio fora da classe regular, podendo definir assim outros modelos de atendimento.
A modalidade de atendimento deve estar determinada no Programa Educativo Individual (PEI) do aluno. Todavia, a modalidade de atendimento que exija a saída do alunoda classe regular, só deve ser considerada quando o seu sucesso académico e pessoal não possa ser garantido na classe regular, mesmo com a ajuda dos serviços de educação especial, mantendo assim um “continuum de serviços educativos”.
A filosofia inclusiva facilita o diálogo entre os vários profissionais, surgindo, assim, melhores planificações educativas para todos, e nomeadamente, para alunos com NEE, sobretudo quando é necessário proceder a alterações e adaptações curriculares, que exijam estratégias e recursos específicos. Este trabalho permite uma maior monitorização dos progressos dos alunos.
Aos alunos com NEE, permite o direito de aprender junto dos seus pares sem NEE, o que lhes proporciona aprendizagens similares, e interações sociais, pretendo retirar-lhes o estigma da “deficiência”, promovendo um desenvolvimento global, respeitando as suas necessidades específicas.
Aos alunos sem NEE, permite perceber que todos são diferentes, e que as diferenças individuais devem ser respeitadas e aceites. Assim, aprendem que cada indivíduo tem algo de valor que pode partilhar com os outros.
Com a filosofia inclusiva, a escola pode tornar-se uma vderdadeira comunidade de apoio, onde todos se sintam valorizados e apoiados de acordo com as suas necessidades, tendo em cponta os princípios de igualdade, de justiça, de dignidade e respeito mútuo.
Sendo assim a filosofia inclusiva só traz vantagens no que respeita ao desvenvolvimento global  do aluno em todas as áreas: académica, social e pessoal.

Correia, L. M. (2008). Inclusão e necessidades educativas especiais: Um guia para educadores e professores (2.ª Ed.). Porto: Porto Editora. pp. 7-29.

Livros de referência sobre inclusão

 

Serviços de Educação Especial - Redes - DGIDC.

"A rede escolar pública dispõe de meios humanos e materiais para prover à inclusão de alunos com Necessidades Educativas Especiais.
Na rede pública funcionam:
A par da rede pública existe ainda uma rede de instituições privadas de educação especial, reorientada para Centros de Recursos de apoio à inclusão:
Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) - reorientação das escolas especiais
Poderão ainda ser visionados vídeos sobre os recursos produzidos e disponibilizados pelos serviços de Educação Especial da DGIDC."

Publicações da DGIDC com vista a inclusão




Centro de Recursos para a Inclusão

Digital


Reportagem na RTP sobre o Centro de Recursos para a Inclusão Digital.



Juliano Spyer - Inclusão Digital 

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